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Chapada dos Veadeiros

Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros

 
O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral à natureza localizada na região centro-oeste do estado de Goiás, na Chapada dos Veadeiros. Até o final de maio de 2017, o parque abrangia uma área de 65 514 ha de cerrado de altitude, dos quais aproximadamente 60 % ficam em Cavalcante e os demais 40 % em Alto Paraíso de Goiás.
 
O parque foi criado através do Decreto Nº 49.875, emitido pelo então Presidente da República, Juscelino Kubitschek, em 11 de janeiro de 1961.
 
Em dezembro de 2001 o parque foi incluído na lista do Patrimônio Mundial pela UNESCO. Atualmente sua administração está a cargo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
 
Apesar de ter sido criado com 625 mil hectares, ele teve seu tamanho diminuído até atingir 65 mil hectares. Em 2017, no entanto, o parque foi ampliado por meio de um decreto no Dia Mundial do Meio Ambiente para os atuais 240 mil hectares.

História

O povoamento da região começou em torno de 1750, com a implantação da propriedade do Sr. Francisco de Almeida, chamada de Fazenda Veadeiros, onde atividades de pecuária e do cultivo de trigo e café se aglomeraram em pequena escala.
 
Em 1892, a Comissão Exploradora do Planalto Central, comandada pelo astrônomo Luís Cruls, expedicionou pela chapada e região, com a finalidade de delimitar e fazer levantamento da área que deveria receber a futura capital do Brasil;

Século XX

Antes disso, em 1912, foi descoberta a primeira jazida de cristal de rocha da região, o que originou um surto de atividade garimpeira, incluindo a fundação do Povoado de São Jorge. Tal atividade foi se tornando menos interessante ao longo da segunda metade do século XX, especialmente depois da criação do parque nacional.
 
Em 1931, a serviço do correio aéreo nacional, o brigadeiro Lysias Rodrigues passa por Veadeiros, vindo de São Paulo em direção a Belém. Seus diários foram publicados no livro O roteiro do Tocantins. Em 1926, a chapada foi atravessada pela Coluna Prestes.
 
Em 11 de novembro de 1961, o então Presidente da República, Juscelino Kubitschek, através do Decreto n° 49.875, cria o parque, com o nome de Parque Nacional do Tocantins. Sua área original era de 625 mil ha, cerca de dez vezes maior que a área atual. Com o tempo, parte das terras foi sendo perdida por disputas judiciais. Em 1972, perdendo as terras às margens do rio Tocantins, o parque adotou o nome atual.
 

Século XXI

A partir de junho de 2017, com a assinatura do Decreto de 5 de junho de 2017, Dia Mundial do Meio Ambiente, pelo Processo nº 02070.000116/2011-10 do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – Instituto Chico Mendes, a UC passou a proteger 240 mil hectares.
De acordo com notas técnicas do ICMBio, órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente, a expansão passará a proteger 17 espécies de flora e 32 espécies de fauna ameaçadas de extinção, como o lobo-guará, a onça-pintada e o pato-mergulhão. Também seriam protegidas 466 nascentes na região, que é conhecida como “a caixa d’água do Planalto Central”, com influência em bacias hidrográficas como a Amazônica e a do São Francisco.

Incêndio em 2017

 
Ver artigo principal: Incêndio na Chapada dos Veadeiros em outubro de 2017
 
Em 18 de outubro de 2017, um incêndio destruiu cerca de 35 mil hectares de vegetação do cerrado no parque.
 
A Chapada dos Veadeiros é um importante centro dispersor de drenagem, com a maioria de seus rios escavando vales em forma de “V”. O principal é o rio Preto, um afluente do rio Tocantins, que forma várias cachoeiras ao longo de seu curso, com destaque para dois saltos respectivamente 80 e 120 m de altura.
 

Fauna e Flora

 
Entre as espécies da fauna que habitam o parque, cerca de 50 são classificadas como raras, endêmicas ou sob risco de extinção na área. No tocante à flora, já foram identificadas 1 476 espécies de plantas no parque, das 6 429 que existem no bioma do cerrado.
 
No cerrado aberto, as espécies vegetais mais proeminentes são o pau-terra-vermelho (Qualea multiflora), a cajueiro-bravo-do-campo (Curatella americana), o murici-rói-rói (Byrsonima cocaldsifolia), o caju-do-cerrado (Anacardium humile) e as mandioqueiras (Qualea spp). Nas matas de galeria, destacam-se o pau d’arco roxo (Tabebuia ipe), copaíba, aroeira e tamanqueira (Stryphnodendron sp). Há ainda a ocorrência de jerivá e viuvinha (Jacaranda brasiliana) e, nos baixios, de buriti e babaçu.
 
Entre os mamíferos, podemos destacar quatro ameaçados de extinção: o cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus), o veado-campeiro (Ozotocerus bezoarticus), seu predador natural, onça-pintada, e o maior canídeo americano, o lobo guará. As aves mais destacadas a ema, o urubu-rei, e o gavião.
 

Economia

Turismo

 
O acesso ao parque se dá pelo Povoado de São Jorge, que está ligado à cidade de Alto Paraíso de Goiás por uma estrada asfaltada de 36 km. Guias para o acompanhamento dos visitantes do parque podem ser encontrados no povoado próximo à entrada do parque, no Centro de Atendimento ao Turista (CAT) de São Jorge.
 
A visitação do parque, acompanhada por guias é, contudo, opcional. Entre as principais atrações do parque estão os dois saltos do rio Preto, com respectivamente 80 e 120 m de altura, os canyons do rio Preto, quedas d’agua em paredes rochosas de um estreitamento do rio, e as cachoeiras carioquinhas, uma formação de piscinas naturais ideal para banhos leves e hidromassagem.
 
Além das trilhas do próprio parque, há diversas atrações turísticas em terras particulares, no entorno do parque. Elas incluem:
 

Cultura popular

Misticismo

 
A Chapada dos Veadeiros, especialmente na região de Alto Paraíso possui um forte turismo místico. Dentre os motivos, pode-se citar as exuberantes paisagens, a abundância de aflorações de quartzo (o que faz a chapada ser vista como um centro de concentração de energia) e o fato de ela ser cortada pelo paralelo 14, o mesmo que passa por Machu Picchu.
 
A ocupação mística da região começou pouco antes da criação do parque. Em 1957, chega uma missão espiritual vinda de Recife, que funda a Fazenda Bona Espero, uma instituição filantrópica que ensina o esperanto.

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